sexta-feira, 1 de junho de 2018

Racismo institucional


Maioria de mortes maternas no país ocorre entre mulheres negras jovens
Mulheres negras têm duas vezes mais chances de morrer por gravidez
Publicado em 29/05/2018 - 18:09
Por Débora Brito - Repórter da Agência Brasil Brasília




Mais da metade (54,1%) das mortes maternas no Brasil ocorrem entre as mulheres negras de 15 a 29 anos. A população negra feminina também tem duas vezes mais chance de morrer por causas relacionadas à gravidez, ao parto e ao pós-parto do que as mulheres brancas. A informação foi destacada pela doutora em saúde pública, Fernanda Lopes, durante as discussões da 4ª Conferência Nacional da Promoção da Igualdade Racial (Conapir). O evento está sendo realizado em Brasília com a presença de especialistas, pesquisadores e ativistas da causa racial de vários estados para levantar propostas de enfrentamento ao racismo.

Com base em estatísticas do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), a especialista, que também integra o grupo de racismo e saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), apresentou algumas variáveis que mostram a desigualdade racial no âmbito da saúde pública.

A pesquisadora Fernanda Lopes participa da 4ª Conapir - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Estas mulheres morrem com uma frequência maior, prioritariamente por hipertensão, um problema que poderia ser identificado lá no pré-natal. Mas, estas mulheres são as que menos têm informações sobre sinais de parto, que com mais frequência têm o pré-natal considerado inadequado e são aquelas que mais peregrinam até conseguirem vaga na maternidade para dar à luz”, destacou Fernanda.

Apesar de o Brasil ter reduzido consideravelmente os números de mortalidade materna nos últimos anos, ainda não conseguiu atingir a meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas de reduzir em 75% o índice de mortes até 2015. A cada 100 mil nascidos vivos, ainda morrem no país uma média de 60 mulheres em idade fértil.

Racismo institucional
A pesquisadora disse ainda que as mulheres negras recebem com menos frequência recursos para alívio da dor durante o parto, como tomar água, andar, tomar banho, ganhar massagem ou mesmo ter a opção de ser anestesiada. Além disso, de acordo com o levantamento apresentado por Fernanda, as mulheres negras têm menos chance de ter um acompanhante durante o parto e na maternidade e estão mais sujeitas a ouvir expressões discriminatórias. Ela cita entre os dados coletados na pesquisa frases ouvidas pelas pacientes por agentes de saúde como "na hora de fazer não reclamou". 

“Isso é racismo institucional, é violência obstétrica e é violência de gênero. É um tipo de violência que só as mulheres vivem”, ressaltou Fernanda. A pesquisadora explicou que o racismo institucional na saúde se expressa pela desigualdade no atendimento dos profissionais da saúde à mulher negra e na negação a ela de acesso a proteção e direitos. Este tipo de discriminação também tem impacto na organização e no funcionamento dos serviços de saúde.

“A violência obstétrica começa no pré-natal. Então, quando a gente está falando lá na atenção básica que estas mulheres têm menos acesso à informação, isso é expressão de violência institucional. Se estas mulheres peregrinaram mais até conseguirem vaga no hospital, é expressão do racismo institucionalizado”, detalhou.

No atendimento pós-parto, os índices também apontam para uma desvantagem das mulheres negras, principalmente as mais jovens, em relação às brancas. “Em uma avaliação da estratégia da família e da Rede Cegonha se observou que eram as mulheres mais jovens e negras que recebiam com menos frequência a visita da equipe de saúde da família durante o período de puerpério”, completou.

Entre as propostas para enfrentar o problema, a pesquisadora sugere que o país melhore as pesquisas sobre percepções das pacientes sobre atitudes discriminatórias nos serviços de saúde.

Conapir
No segundo dia da 4ª Conferência de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), os conselheiros e delegados se dividiram em grupos temáticos para discutir diferentes propostas de combate à discriminação étnica e racial nas áreas de educação, violência, religião, entre outros. O conjunto final das propostas e resultados das discussões serão apresentados nesta quinta-feira (30), último dia da conferência.
Saiba mais
Edição: Amanda Cieglinski


segunda-feira, 21 de maio de 2018

Estudar na Ásia


Governo de Singapura oferece bolsas para PhD e pesquisa
Por Nathalia Bustamante
24.04.2018






O Governo de Singapura abriu inscrições para bolsas para PhD nas áreas de Ciências Biomédicas, Engenharia e temas ligados às Ciências Físicas (como Química, Física e Astronomia), pelo programa Singapore International Graduate Award (SINGA). É possível se candidatar até 1 de junho para o programa voltado a alunos de doutorado, que tem início em agosto de 2018.

Os estudantes podem escolher entre fazer sua pesquisa na agência de ciência e tecnologia do governo (A*STAR) ou em três universidades do país: a Nanyang Technological University (NTU), a National University of Singapore (NUS) e a Singapore University of Technology and Design (SUTD). Os estudos serão realizados em inglês em qualquer um destes institutos de Singapura e é possível explorar os temas de pesquisa trabalhados no site da iniciativa do governo de Singapura.

Quais os benefícios das bolsas do governo de Singapura
A bolsa cobre integralmente os valores de anuidade pelos quatro anos de duração do programa. Há ainda um valor mensal de cerca de 2,4 mil dólares, auxílio financeiro para manutenção no país e para passagens aéreas. Depois do exame de qualificação, a bolsa mensal sobe para 3 mil dólares.

Para atender aos pré-requisitos, é preciso enviar histórico acadêmico de graduação e duas cartas de recomendação, que devem ser submetidas online. Embora não seja obrigatório ter concluído um mestrado antes de fazer a inscrição às bolsas para PhD, quem possuir o diploma também deve submeter histórico e certificado.

Exames de proficiência (IELTS e TOEFL) e padronizados (GRE ou SAT) podem ser enviados como documentação complementar, mas não são obrigatórios. Como o programa do governo de Singapura destaca, entretanto, as universidades têm liberdade de pedi-los.

Confira aqui o passo a passo para se candidatar. A avaliação é feita majoritariamente com base no histórico acadêmico e nas cartas de recomendação.

Sobre Singapura
Localizada no continente asiático, Singapura é uma cidade-estado com aproximadamente 5,5 milhões de habitantes, conhecida como a Cidade Leão. Como no Vale do Silício, nos Estados Unidos, Singapura reúne startups de várias áreas, como games e aplicativos, e profissionais de todo o planeta. Singapura tem quatro idiomas oficiais: o inglês, o malaio, o mandarim e o tâmil. São, ao todo, 34 universidades no país e, entre elas, está a National University of Singapore (NUS), considerada a melhor universidade da Ásia.



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